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Margaret Tatcher (Inglaterra), Michelle Bachelet (Chile), Angela Merkel (Alemanha), Cristina Kirchner (Argentina); as mulheres nunca tiveram tanta evidência em cargos-chave quanto hoje!
Com a chegada do Dia das Mães, o Blog do Ohannes não poderia tratar de outro tema senão “as mães no mercado de trabalho”.
A partir da década de
espantosa progressão no mundo corporativo.

Se em 1970 apenas 18% das mulheres brasileiras trabalhavam, chega-se a 2002 com 50% delas em atividade*, ou seja, cerca de 45 milhões de mulheres*, uma conquista significativa, principalmente porque o percentual de homens se manteve estável.
O futuro não é menos surpreendente; desde 1950, nascem mais mulheres que homens no Brasil, que conta hoje com aprox. 185 milhões de habitantes*.
Mas será que é fácil conciliar ser mãe e profissional?
Para quem já é mãe, todas as mudanças de paradigmas já não são novidades: uma explosão de hormônios mudando quimicamente o corpo e afetivamente o modo de enxergar o mundo, a mudança de prioridades e por fim, o conflito interno na volta ao mercado de trabalho.
Vale citar a cantora Claudia Leite, que após um mês do nascimento de seu filho, voltou a pular nos palcos, desafiando seu período de repouso.
Penso que para serem bem resolvidas nesta questão, o ponto-chave para as
mulheres passarem por esta etapa com tranqüilidade é a escolha das prioridades na vida!
O que você, mulher, deseja e projeta para sua vida?
Não existe certo nem errado, pois a resposta depende da educação obtida, do nível social e da experiência de vida de cada uma, mas é certo que sabendo o que se deve priorizar e planejando, tudo fica mais fácil, tanto financeiramente como emocionalmente.

Conheço mulheres que decidiram voltar o mais rápido possível ao trabalho e tenho amigas que decidiram se dedicar à educação dos filhos para os próximos quatro anos ou mais a partir de seu nascimento.
Focando no primeiro caso, é importante citar que para a boa profissional, sempre existirá o mercado de trabalho; ela não precisa se preocupar se perderá seu emprego na volta da licença maternidade ou se conseguirá emprego quando decidir voltar; é uma conseqüência de como ela já se relaciona profissionalmente.
Do lado do empregador, constato que nunca se contratou mais mulheres como hoje; o mercado reconhece que as mulheres são mais detalhistas e como eu mesmo digo, multi-canais, pois estão acostumadas a executarem inúmeras tarefas simultaneamente, como cuidar dos filhos, da casa, do marido, do trabalho e obviamente de si próprias.
Do ponto de vista dos filhos, é importante que mesmo trabalhando, a mãe dedique “qualidade de tempo” quando estiver com eles; não importa se são poucas horas, o momento tem que ter qualidade; a criança vai reconhecer e sentir a presença da mãe, afastando o problema da ausência que futuramente pode causar problemas.
Para terminar, três dicas importantes:
1. Siga seu coração e use também a razão nesta escolha tão especial; faça o exercício de futurologia, projetando sua vida nos dois cenários e veja como você se sente;
2. Decisões como ter filhos ou voltar a trabalhar e estudar após ter filhos deve sempre ser compartilhada com o marido, o companheiro de vida e parceiro nestas decisões tão especiais; muito do sucesso do relacionamento vem desta cumplicidade; conversem bastante sobre isso;
3. Não esqueça os vários papeis que você possui na vida: filha, mãe, esposa, amiga, profissional e é claro, mulher; cuide de cada um com equilíbrio para buscar sua felicidade!
O Blog do Ohannes deseja um ótimo “Dia das Mães”; que o dom divino da gestação que vocês possuem traga muitas alegrias na vida de todos.
*Fontes:
Ibge, Ipeadata e Fundação Carlos Chagas.
Ohannes Bedoyan