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Mãe, carreira ou família?
Sábado, 09 de Maio de 2009


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   Margaret Tatcher (Inglaterra), Michelle Bachelet (Chile), Angela Merkel (Alemanha), Cristina Kirchner (Argentina); as mulheres nunca tiveram tanta evidência em cargos-chave quanto hoje!

 

    Com a chegada do Dia das Mães, o Blog do Ohannes não poderia tratar de outro tema senão “as mães no mercado de trabalho”.

 

    A partir da década de 70, a participação das mulheres tem apresentado uma

     espantosa progressão no mundo corporativo.



 

    Se em 1970 apenas 18% das mulheres brasileiras trabalhavam, chega-se a 2002 com 50% delas em atividade*, ou seja, cerca de 45 milhões de mulheres*, uma conquista significativa, principalmente porque o percentual de homens se manteve estável.

 

    O futuro não é menos surpreendente; desde 1950, nascem mais mulheres que homens no Brasil, que conta hoje com aprox. 185 milhões de habitantes*.

 

Mas será que é fácil conciliar ser mãe e profissional?

 

    Para quem já é mãe, todas as mudanças de paradigmas já não são novidades: uma explosão de hormônios mudando quimicamente o corpo e afetivamente o modo de enxergar o mundo, a mudança de prioridades e por fim, o conflito interno na volta ao mercado de trabalho.

 

    Vale citar a cantora Claudia Leite, que após um mês do nascimento de seu filho, voltou a pular nos palcos, desafiando seu período de repouso.

 

    Penso que para serem bem resolvidas nesta questão, o ponto-chave para as

    mulheres passarem por esta etapa com tranqüilidade é a escolha das prioridades na vida!

 

O que você, mulher, deseja e projeta para sua vida?

 

    Não existe certo nem errado, pois a resposta depende da educação obtida, do nível social e da experiência de vida de cada uma, mas é certo que sabendo o que se deve priorizar e planejando, tudo fica mais fácil, tanto financeiramente como emocionalmente.



 

    Conheço mulheres que decidiram voltar o mais rápido possível ao trabalho e tenho amigas que decidiram se dedicar à educação dos filhos para os próximos quatro anos ou mais a partir de seu nascimento.

 

    Focando no primeiro caso, é importante citar que para a boa profissional, sempre existirá o mercado de trabalho; ela não precisa se preocupar se perderá seu emprego na volta da licença maternidade ou se conseguirá emprego quando decidir voltar; é uma conseqüência de como ela já se relaciona profissionalmente.

 

   

   Do lado do empregador, constato que nunca se contratou mais mulheres como hoje; o mercado reconhece que as mulheres são mais detalhistas e como eu mesmo digo,
multi-canais, pois estão acostumadas a executarem inúmeras tarefas simultaneamente, como cuidar dos filhos, da casa, do marido, do trabalho e obviamente de si próprias.

 

    Do ponto de vista dos filhos, é importante que mesmo trabalhando, a mãe dedique “qualidade de tempo” quando estiver com eles; não importa se são poucas horas, o momento tem que ter qualidade; a criança vai reconhecer e sentir a presença da mãe, afastando o problema da ausência que futuramente pode causar problemas.

 

    Para terminar, três dicas importantes:

 

1.      Siga seu coração e use também a razão nesta escolha tão especial; faça o exercício de futurologia, projetando sua vida nos dois cenários e veja como você se sente;

 

2.      Decisões como ter filhos ou voltar a trabalhar e estudar após ter filhos deve sempre ser compartilhada com o marido, o companheiro de vida e parceiro nestas decisões tão especiais; muito do sucesso do relacionamento vem desta cumplicidade; conversem bastante sobre isso;

 

3.      Não esqueça os vários papeis que você possui na vida: filha, mãe, esposa, amiga, profissional e é claro, mulher; cuide de cada um com equilíbrio para buscar sua felicidade!

 

O Blog do Ohannes deseja um ótimo “Dia das Mães”; que o dom divino da gestação que vocês possuem traga muitas alegrias na vida de todos.

 

   *Fontes:

     Ibge, Ipeadata e Fundação Carlos Chagas.

 

 

Ohannes Bedoyan

 

 

 

 

 

 

 



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